segunda-feira, 24 de março de 2014

Vampiros Espirituais.





No inicio do ano passado, mais precisamente no dia do acidente na boate em Sta. Maria, escrevi uma reflexão sobres os Carniceiros Espirituais, (leia aqui na integra, http://prleogodinho.blogspot.com.br/2013/01/carniceiros-espirituais.html), mas este artigo acabei falando de forma genérica e de pessoas que ficam "urubuzando" sobre desgraças alheias, para bradar sua pseudo santidade superior.

Já hoje gostaria de iniciar esta semana, falando sobre Vampiros Espirituais, mas primeiro vamos entender o que é um vampiro:

"Vampiro é um ser mitológico ou folclórico que sobrevive se alimentando da essência vital de criaturas vivas (geralmente sob a forma de sangue), independentemente de ser um morto-vivo ou uma pessoa viva" (Wikipédia)

Ok, vamos nos ater apenas ao primeiro paragrafo, este ser se alimenta de ESSÊNCIA VITAL, na literatura falamos apenas em sangue, mas estamos falando em seres mitológicos e eu quero falar de gente de verdade!

No decorrer da nossa vida, diversas pessoas passam pela nossa vida, nas mais variadas circunstâncias, algumas delas se destacam pela proximidade e influência sobre nossas vidas.

Com o passar dos anos vemos que alguns destes, passaram pelas nossas vidas em momentos de extrema delicadeza e/ou de extrema bonança.

Tais pessoas normalmente vem até a gente quando estas normalmente, não é via de regra, em situações nas quais elas aparentam estar em situações de extrema necessidade, não digo só financeira, mas em diversas estâncias.

O que normalmente fazemos, pessoas normais, é estender as mãos e disponibilizarmos tal ajuda, estas pessoas adentram nossas vidas e assim como os vampiros, seduzem até que você fique demasiadamente deslumbrado e compartilhem de suas fragilidades e felicidades, então logo mais, assim como vampiros eles iniciam seu ataque, sugando suas energias, roubando sonhos e adentrando em particularidades, pouco depois estes vampiros te convencem que você faz parte de uma "classe superior", seja ela profissional, eclesiástica, social.

Mas infelizmente uma hora ou outra, sua energia se esvairá e se ele não te vampirizar também, só sobrara um corpo inerte, sem energia, pois estas foram sugadas e utilizadas em sua gana de energia.

Nos anos 20 da década passada um filme chamado Nosferatu, retrata um vampiro feio, envelhecido e contorcido, estes Vampiros Espirituais não aparentam monstros, pelo contrario eles são seus amigos, namorados (as), cônjuges, lideres religiosos, chefes ou subordinados, ou seja qualquer um, mas normalmente são extremamente próximos.

Como lidar com isso?

Cuide de quem te ama, perceba que estas pessoas, mentem, transgridem, deixam diversas duvidas sobre suas condutas, se apropriam da maioria dos seus relacionamentos ou te isolam, enfim, quando você menos perceber esta pessoa esta em todas as esferas da sua vida.

A solução não consiste em evitar novas amizades, mas cuide de seus relacionamentos e quando você perceber que alguém esta tomando mais espaço na vida que TUDO que você faz esta pessoa esta, nem sempre ela é um bom amigo, pois um bom amigo de deixa livre para ir e voltar!

Cuide da sua vida e saiba sempre que você tem e pode sempre utilizar do melhor amigo que podemos imaginar, Deus.

Tenha uma ótima semana!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Belos por fora, vazios por dentro!





Por Hermes C. Fernandes


“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.” Gênesis 1:1-2

Eis a prova de que o Criador prima pelo processo! Em vez de fazer todas as coisas já devidamente prontas, ele prefere submetê-las ao processo de acabamento. Alguns intérpretes afirmam que na verdade a terra tornou-se sem forma e vazia, e chegam a conjecturar que o evento que deflagrou este caos foi a queda de Satanás. Todavia, se lermos o texto sem tentar encaixá-lo em nossa cosmovisão, veremos que ele diz exatamente o que o autor pretendia dizer: Deus cria os céus e a terra, porém, a terra ainda era informe e desabitada. A partir deste ponto do poema da criação, o autor nos brinda com várias estrofes em que Deus vai aperfeiçoando Sua obra, passo a passo até poder soltar um sonoro "Muito bom!"

A criação da Terra serve de analogia para a criação do novo homem em Cristo. Nós somos a nova terra. Tanto a terra quanto o céu, emergiram do nada (ex niilo). Entretanto, a obra não estaria completa, enquanto se mantivesse “sem forma e vazia”.
“Pois assim diz o Senhor que criou os céus, ele é Deus; foi ele que formou a terra, e a fez, ele a estabeleceu; ele não a criou para ser vazia, mas a formou para que fosse habitada...” Isaías 45:18
A primeira providência de Deus para mudar situação caótica temporária em que sua obra se encontrava foi criar a luz: “E disse Deus: Haja luz. E houve luz” (v.3). Sem a luz, a forma não é distinguível, senão pelo tato. Lembremo-nos que“todas as coisas manifestas pela luz tornam-se visíveis, pois é a luz que a tudo manifesta” (Ef. 5:13). 
A luz representa o entendimento, a revelação da Palavra, da vontade de Deus. Enquanto a luz visa dar forma, o Espírito Santo, ao pairar sobre a face das águas, tinha por objetivo “encher” o que estava vazio.
A terra deveria ser o cenário onde os propósitos de Deus se realizariam. O Novo Homem, recriado em Cristo, surge em um instante. A conversão não é gradual, como sustentam alguns. Ela acontece no momento em que a Palavra de Deus é ouvida, recebida e crida. Entretanto, a nova criatura agora precisa receber “forma” e “conteúdo”. Ela ainda é uma massa informe, tal qual uma criança que acaba de ser concebida. Aos poucos, à medida que ela recebe luz, conhecimento daquilo que é agradável a Deus, através da Palavra, ela vai adquirindo forma. Como diz a Escritura:
“Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz (pois o fruto da luz consiste em toda a bondade, e justiça e verdade), descobrindo o que é agradável ao Senhor.” Efésios 5:8-10
Ela já não pode “conformar-se com o mundo” (Rm.12:2). Mas deve renovar-se no conhecimento para que experimente qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Ela é, por assim dizer, remodelada. Ela adquire uma nova imagem.
Quando falamos em “forma”, estamos nos referindo à imagem, isto é, àquilo que se vê. Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança, conforme vemos em Gênesis. Enquanto a imagem diz respeito à forma, a semelhança diz respeito ao conteúdo. Ao cair, o homem teve a sua imagem espiritual descaracterizada, borrada pelo pecado. E o pior é que Adão transmitiu isso a todas as gerações. Vejamos:
“Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete." Gênesis 5:3
Paulo dá testemunho disso, ao afirmar:
“O primeiro homem (Adão), sendo da terra, é terreno, o segundo homem (Jesus) é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrenos; e qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a IMAGEM do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.” 1 Coríntios 15:47-49
Herdamos as características de nossos progenitores. Trazemos a imagem daqueles que nos geraram. E todos pertencem à mesma árvore: Adão. Por isso é necessário ao homem nascer de novo, para que herde as características do novo Adão, Jesus Cristo, e assim, possa habitar o novo céu e a nova terra criados por Deus. Mais adiante falaremos sobre a realidade do novo céu e da nova terra.

Quando falamos de “forma”, estamos falando de “padrão”, daquilo que é visível. Jesus, porém, veio reconciliar com Deus as coisas visíveis e invisíveis (Col.1:15). Há algo que não pode ser visto, pois trata-se da essência, do homem interior, do conteúdo. Lembremo-nos que, como vasos de barro, somos apenas recipientes de um valioso tesouro (2 Co.4:7). Aquilo que se vê tem importância, pois dá testemunho daquilo que não se vê. Entretanto, a essência precede a forma. Se ficarmos estacionados nessa questão, corremos o risco de viver uma religiosidade de fachada, ao estilo dos fariseus contemporâneos de Jesus. Cabe aqui a exortação de Paulo aos judeus:
“Mas tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; e conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; e confias que és guia dos cegos, LUZ DOS QUE ESTÃO EM TREVAS, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a FORMA da ciência e da verdade da lei; tu, pois, que ensinas a outro, e não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? (...) Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? (...) Não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra, e cujo louvor não provêm dos homens, mas de Deus.” Romanos 2:17-22a, 23, 28-29
Eles tinham a forma. Eles tinham a Lei. Mas faltava-lhes a Graça, o conteúdo. Pra eles, era como se a terra já não estivesse sem forma, mas continuasse vazia. Havia luz, mas o Espírito não pairava sobre a face das águas!
Embora a Lei conferisse “forma”, apontasse um padrão de comportamento para o homem caído, o escritor sagrado garante que ela “não tem a imagem exata das coisas” (Hb.10:1). Por isso, ela era incapaz de devolver ao homem a “imago dei” perdida na queda. Era necessário Algo que fosse a “imagem exata”, e não apenas uma mera “fotocópia”. Na verdade, não era de “algo” que o homem precisava, mas de “Alguém”. Hebreus 1:3 nos revela esse Alguém que é “o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa”.
Jesus “encarnou” a Lei, e foi capaz de transcendê-la. Ele não apenas a cumpriu, mas foi além de suas demandas. Por isso Ele mesmo disse:
“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los (...) Pois vos digo que se a vossa justiça não EXCEDER a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mateus 5:17,20
O verbo “cumprir” também pode ser traduzido por “encher”. A Lei apresentou-nos a “forma”, porém homem algum foi capaz de enchê-la. Somente Jesus a encheu, e desafiou Seus discípulos a excederem a justiça alcançadas pelos homens mais religiosos da época. Exceder é ir além.
Jesus, portanto, nos oferece um novo modelo. Ele é exatamente aquilo que Deus espera que sejamos. E “aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo. 2:6). Portanto, Jesus nos oferece a forma e o conteúdo. Ele nos devolve a imagem e a semelhança de Deus. A forma diz respeito àquilo que fazemos, o conteúdo diz respeito àquilo que somos.
A grande missão de Cristo é reconduzir o homem a Deus. Mas para que isso seja possível, é necessário que lhe seja restituído a imagem e a semelhança divinas, das quais foi privado a partir da Queda.
Paulo afirma que Deus nos predestinou para sermos “conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm.8:29). Nosso destino é alcançarmos a perfeição (forma, imagem) e a plenitude (conteúdo, semelhança). Vamos descobrir de quê maneira se opera em nós o “remodelamento” e o “enchimento”.

Como somos remodelados?

Para que haja forma, é necessário que haja luz. Paulo diz que Satanás, chamada ali de “deus deste século”, “cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a IMAGEM DE DEUS” (2 Co.4:4). São esses incrédulos para os quais “o nosso evangelho ainda está encoberto” (v.3).
É necessário que haja uma revelação provocada pelo Espírito Santo, para que possamos contemplar a glória de Cristo, que é a imagem do Pai. Paulo diz que “quando um deles se converte ao Senhor então o véu é-lhe retirado” (3:16) E assim, “todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na MESMA IMAGEM, como pelo Espírito do Senhor” (v.18).
Aos poucos, o Espírito Santo vai transformando nosso modo de viver, e nos fazendo semelhantes a Cristo, a imagem exata do Pai. Na medida em que nos renovamos no espírito do nosso entendimento, somos revestidos do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef.4:24). Segundo Paulo, é esse “novo homem” “que se renova para o conhecimento, segundo a IMAGEM DAQUELE QUE O CRIOU” (Col.3:10). Agora Cristo não é apenas o Unigênito de Deus, mas o Primogênito. “Por esta causa Jesus não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hb.2:11).
A remodelagem feita pelo Espírito em nós é gradual. É chamada de santificação. Para que fôssemos “refeitos”, e nos tornássemos novamente a “imagem” de Deus, Cristo teve que assumir a nossa própria imagem. Assim como nos tornamos “imagem” de Deus, sem nos tornarmos Deus, Cristo tornou-Se imagem do pecado, sem tornar-Se pecador. Paulo diz que devido à inabilidade da Lei em nos tornar santos, Deus enviou “o seu Filho em semelhança da carne do pecado” (Rm.8:3). E em outra passagem diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21). Esse era o preço que Cristo deveria pagar para que nos fosse restituída a imagem de Deus.
Como somos “preenchidos”?

Uma vez remodelados, a obra não estaria completa se também não fôssemos cheios. Além de alcançarmos a perfeição (forma), fomos destinados a alcançar a plenitude (conteúdo). Se a forma diz respeito àquilo que se vê, o conteúdo diz respeito àquilo que não se vê. Ao agirmos como Cristo agiria, estamos demonstrando que recobramos a imagem de Deus. Entretanto, não nos basta agir como Cristo, devemos SER como Cristo. Devemos almejar nos assemelharmos a Ele. Não se trata aqui do mesmo desejo que Satanás teve. A diferença é que Satanás quis alcançar a semelhança de Deus, a fim de sobrepujá-Lo. Longe de nós tal pensamento! Jamais desejaríamos ser maiores do que nosso Pai. Jesus disse:
“O discípulo não é mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor.” Mateus 10:24-25
E esse é o nosso destino final. João afirma em sua epístola: “Quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim com é, o veremos” (1 Jo.3:2). Embora essa promessa vá cumprir-se plenamente na Vinda de Cristo, devemos crer que ela já começa a cumprir-se hoje. Afinal, o mesmo João diz: “Qual ele é, somos nós também neste mundo” (4:17b).
A imagem aponta para as obras, para a Justiça. A semelhança fala da essência. A justiça divina diz respeito à maneira como Deus age. Porém, quando falamos da essência, estamos nos referindo àquilo que Deus é. E qual é a melhor definição que já se fez de Deus? O mesmo apóstolo é quem nos dá essa definição: “DEUS È AMOR” (1 Jo.4:8b). Deus faz justiça, mas é amor. “Quem está em amor está em Deus, e Deus nele” (v.16b).

Ser cheio de Deus é, portanto, ser cheio do AMOR.

Mas não deveríamos ser cheios do Espírito Santo, conforme orienta Paulo em Efésios 5:18? Mas o que é ser cheio do Espírito, afinal? Paulo responde:
“...O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5b
O amor é o primeiro gomo do fruto do Espírito (Gl.5:22). O cumprimento da lei é o amor (Rm.13:10b). Ou em outras palavras, o “enchimento”, o conteúdo da lei é o amor. Sem ele, pode até haver forma, mas não há conteúdo.

Todos apreciam a promessa que garante que aquele que crê no Senhor fará as mesmas obras que Ele, e as fará maiores ainda, porque Ele estará junto ao Pai para garanti-las (Jo.14:12). Mas se o cristianismo se restringisse a isso, ele não seria completo. Conforme diz Paulo, “ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria” (1 Co.13:2). O mais importante não é o que se faz, mas o que se é. Não adianta fazer, sem ser. Que façamos as mesmas obras que Ele! Mas que, além disso, haja em nós “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (Fp.2:5). E que sentimento foi esse? O Amor.
Para que nos tornássemos novamente a imagem e semelhança de Deus, o amor fez com Cristo, “sendo em forma de Deus”, não tivesse por usurpação “ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (vv.6-8). Eis aqui a única maneira para que sejamos “cheios” de toda a plenitude de Deus.
O caminho do pleroma é o kenoma. Cristo teve que experimentar um “esvaziamento” (grego=kenoma), para que pudéssemos ser cheios de Deus. Ele esvaziou-se de Suas prerrogativas divinas, mas não Se esvaziou do Seu amor. Ele foi capaz de Se fazer “servo” (lit.: escravo). Provavelmente, Paulo estava se referindo ao episódio narrado em João 13. Ali diz que “sabendo Jesus que a sua hora de passar deste mundo para o Pai já tinha chegado, como havia amado os seus, que estavam no mundo, AMOU-OS ATÉ O FIM” (v.1). Afinal, o amor jamais acaba (1 Co.13). Quem ama, ama até o fim. Diante do olhar curioso dos Seus discípulos, Jesus desnudou-Se, cobriu-Se com uma toalha, e começou a lavar os seus pés. Ninguém entendeu nada. Aquela era uma tarefa dada aos escravos. Eram eles que vinham com bacias cheias de água, para refrescar os pés dos visitantes da casa. Vendo que Pedro estava confuso com o que assistia, Jesus disse: “O que eu faço não sabes agora, mas o compreenderás depois” (v.7). Foi pela pena de Paulo, que Deus nos fez entender o que Jesus estava fazendo. Era necessário que Ele experimentasse uma kenósis completa. Ele tinha que descer ao mais baixo nível, humilhando-Se a Si mesmo, para que agora, movidos pelo mesmo amor, pudéssemos ser cheios da Plenitude de Deus. Foi o mesmo João que registrou essa cena que disse:
“Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça. Pois a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” João 1:16-17
Agora temos mais do que a forma da Lei, temos o conteúdo da Graça: o amor. Através de Sua oferta de amor, tornamo-nos perfeitos, alcançamos a justiça exigida pela Lei (Hb.10:14). Porém, a Sua cruz fez mais do que nos conferir a perfeição exigida na Lei. “Pois o amor de Cristo nos constrange”, diz Paulo, “julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu” (2 co.5:14-15).
Agora não temos apenas uma razão para obedecermos a Deus, mas também uma motivação. A razão é a justiça divina, a motivação é o Seu amor. Somos constrangidos por esse tão grande amor. Somos batizados nesse amor. Fomos invadidos e tomados por esse amor. Precisamos experimentar essa Kenósis (esvaziar), se quisermos experimentar o Pleroma de Deus. Temos que nos esvaziar de nós mesmos, para sermos tomados por Deus.
 

Afastados de Cristo, ou da igreja?






Eu sempre fui muito observador e conseqüentemente crítico em alguns assuntos, digo isso não me baseando em uma experiência teórica, estou falando do que acompanhei na prática. 


No campo evangelístico eu sempre me defrontei com algumas situações no mínimo polêmicas, isso foi chamando minha atenção, sempre que conversava, ou melhor, explicava o plano de salvação às pessoas, me diziam, eu estou afastado, ou em outras versões, eu estou desviado, eu sempre achei essas palavras muito fortes, mas isso cada vez mais me levava à uma busca pela real situação das pessoas que me afirmavam isso. Foi quando cheguei a conclusão que foi a própria igreja que criou uma esfera de espiritualidade e de infalibilidade que acarretou neste tipo de pensamento. 


Por muito tempo uma igreja em especial se destacou e enganou a muitos mostrando que a salvação só seria possível, dentro dela, digo sendo membro da mesma, inclusive até protestamos contra isso, mas infelizmente retornamos a estaca zero e o que é bem pior hoje são os próprios evangélicos que enchem o povo de engano mostrando que quem não faz parte ou se afasta da instituição é caracterizado que esta pessoa se afastou do próprio Cristo. 


Essa cultura leva à cauterização da mente humana, levando pessoas a viver uma vida oprimida e pensando que Cristo virou as costas para elas. Precisamos explicar que se uma pessoa se afasta de Cristo isso quer dizer que esta mesma pessoa se afastou de seus ensinamentos e literalmente o abandonou, melhor, houve uma apostasia. 


Fonte: Internet
Eu sei que assim como o filho pródigo, tem muitas pessoas que não estão bem, mas isso não quer dizer que elas estão afastadas de Cristo; uma das coisas, mas lindas que eu aprendi foi que essa idéia de que o Espírito Santo se afasta da pessoa é outra conversa fiada como poderia ele se afastar se o mesmo convencer? Ou melhor, imagine uma pessoa selada por ele que se afastou da igreja. 


Quer dizer que o Espírito Santo se afastou dele? Claro que NÃO! Apesar das fraquezas humanas essa pessoa não ficará nesse estado até o fim, ela retornará, muitos estão feridos com a igreja atual pela sua desumanidade, isso é muito ruim, tem muitos hoje que não querem nem saber de uma igreja evangélica. 


Portanto, dizer que o Espírito Santo se afasta dos que estão afastados da igreja é complicado. Isso é uma idéia evangélica pra meter medo em seus membros, pra que eles não saiam das igrejas, isso é mais um joguinho mercadológico ligado a heresias. Não podemos aceitar esse erro que há muito tempo tem tomado conta das igrejas, quero concluir dizendo que tem muita gente que está afastada da instituição e não de Cristo, eu sei o quanto é importante um cristão estar em contato com o ensino da Palavra e com a koinonia, mas é preciso entender que isso não tem que acontecer em um espaço religiosamente devido como se faz hoje, portanto o meu ponto de vista é que precisamos diferenciar quem está afastado de Cristo e quem está afastado da igreja.
Pr. Lucivaldo Dionísio 

http://pastorlucivaldo.blogspot.com.br/2012/06/afastados-de-cristo-ou-da-igreja.html?spref=fb

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Papa propõe uma revolução de ternura



Em severa crítica à Igreja, papa apresenta maior reforma do Vaticano em meio século

Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" apresentada hoje é o primeiro documento do novo papa e traça o caminho para a Santa Sé nos próximos anos. Documento propõe "nova etapa de evangelização" e "conversão" da Igreja


Cidade do Vaticano – Jorge Bergoglio lança um projeto de “conversão do papado”, propõe a “descentralização” da Igreja e apresenta o plano da maior reforma feita no Vaticano em pelo menos meio século. No primeiro documento de seu próprio punho apresentado hoje, o papa Francisco explica em mais de 200 páginas seu projeto para o futuro da Igreja, lançando duros ataques contra sacerdotes e denunciando a guerra pelo poder dentro dos muros da Santa Sé.

“Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos para convidá-los a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indica direções para o caminho da Igreja nos próximos anos”, escreveu em sua Exortação Apostólica publicada hoje, o Evangelii Gaudium do Santo Padre Francisco aos Bispos, Presbíteros, Diáconos às pessoas consagradas e aos fiéis laicos sobre o Anúncio do Evangelho no Mundo Atual. “É uma nova evangelização no mundo de hoje, insistindo nos aspectos positivos e otimismo”, explicou o cardeal Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifical para a Nova Evangelização e que admite que o papa é “franco”. “O centro é o amor”, insistiu. “Sem isso, a Igreja é um castelo de cartas  e isso é o nosso maior perigo”, declarou.

Em seu texto, Francisco apela à Igreja a “recuperar a frescor original do Evangelho”, mas encontrando “novas formas” e “métodos criativos”. “Precisamos de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como elas são."

Uma parte central de seu trabalho será o de “reformar as estruturas eclesiais” para que “todas se tornem mais missionárias”.

O recado é claro: promover uma “saudável descentralização” na Igreja, num gesto inédito vindo justamente da pessoa que representou por séculos a centralização da instituição e sempre lutou contra repartir poderes. A esperança é de que as conferencias episcopais possam contribuir para “o sentido de colegialidade”.

A descentralização apontaria até mesmo para a abertura de espaços para diferentes formas de praticar o catolicismo. “O cristianismo não dispõe de um único modelo cultural e o rosto da Igreja é multiforme”, escreveu. “Não podemos esperar que todos os povos, para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adotadas pelos povos europeus num determinado momento da história”. Para o papa, teólogos precisam ter em mente “a finalidade evangelizadora da Igreja”.

Nem o próprio papa estaria isento da reforma. Sua meta é a de promover uma “conversão do papado para que seja mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades atuais da evangelização”.
A burocracia e a aristocracia da Santa Sé também precisa ser revista. “Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja não diretamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos mais profundamente enraizados ao longo da história”.

Bergoglio insiste que prefere “uma igreja ferida e suja por ter saído às estradas, em vez de uma igreja preocupada em ser o centro e que acaba prisioneiras num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

Abertura – Um dos pontos centrais é ainda a abertura da Igreja aos fiéis. “Precisamos de igrejas com as portas abertas” para evitar que aqueles que estão em busca de Deus encontrem “a frieza de uma porta fechada”. “Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo”, escreveu.
A escolha dos fiéis que deveriam comungar também é atacado pelo papa. “A Eucaristia não é um prêmio para os perfeitos, mas um generoso remédio e um alimento para os fracos”, alertou.

Poder – O documento ainda lança severas críticas a padres e sacerdotes. O papa pede que se evite as “tentações” do individualismo e alerta que “a maior ameaça é o pragmatismo incolor da vida cotidiana da Igreja, quando na realidade a fé se vai desgastando”.

Pedindo uma “revolução de ternura”, o papa critica “aqueles (religiosos) que se sentem superior aos outros” e que apenas fazer obras de caridade não seria o suficiente. O papa também ataca os sacerdotes que “em vez de evangelizar, classificam os outros”, adotando um “certo estilo católico próprio do passado”.

Bergoglio também ataca os religiosos que tem “um cuidado ostensivo da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, mas sem que se preocupem com a inserção real do Evangelho” às necessidades das populações. “Esta é uma tremenda corrupção com a aparência de bem. Deus nos livre de uma igreja mundana sob cortinas espirituais ou pastorais."

As batalhas por poder dentro do Vaticano também são alvos de ataques do papa contra a Igreja. Ele apela para que as comunidades eclesiais “não caiam nas invejas e ciúmes”. “Dentro do povo de Deus, quantas guerras”, lamenta o argentino. “A quem queremos evangelizar com estes comportamentos?”, atacou, indicando um “excesso de clericalismo”.

O papa ataca o “elitismo narcisista” entre os cardeais. “O que queremos? Generais de exércitos derrotados? Ou simplesmente soldados de um esquadrão que continua batalhando?”, questionou.

Até mesmo as homilias (sermão feito nas missas) são alvos de ataque do papa. “São muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos." Bergoglio insiste que ela não deve ser nem uma conferência e nem uma aula. “Temos de evitar uma pregação puramente moralista”.
Um ataque especial vai também aos religiosos que não se preparam devidamente para as missas. “Um pregador que não se prepara não é espiritual, é desonesto e irresponsável”, escreveu. Quanto às confissões, o argentino é ainda mais duro: “não se trata de uma câmara de tortura”.

Mulher – O papa volta a defender um maior papel da mulher dentro da Igreja. “Ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja, nos diferentes lugares onde são tomadas decisões importantes”, defendeu. “As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres não se podem sobrevoar superficialmente”, apontou.

Bergoglio deixa claro a posição da Igreja contrária ao aborto. “Entre os fracos que a Igreja quer cuidar estão as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana”, escreveu.

“Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre essa questão. Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana”, declarou.

Economiae política – Bergoglio ainda destina uma parte importante de seu texto à situação mundial e não deixa de atacar o modelo econômico que prevalece. “O atual sistema econômico é injusto pela raiz”, declarou. “Esta economia mata porque prevalece a lei do mais forte”.

“Os excluídos não são explorados, mas lixo, sobras”, atacou. “Vivemos uma nova tiraria invisível, por vezes virtual, de um mercado divinizado onde reinam a especulação financeira, corrupção ramificada, evasão fiscal egoísta”. O dinheiro, segundo ele, deve servir, e não dominar.

Para ele, esse modelo estaria promovendo uma “crise cultural profunda” nas famílias. “O individualismo pós-moderno e globalizado promove um estilo de vida que perverte os vínculos familiares”, alertou.

O papa ainda apela para que a Igreja não tenha medo de se envolver nos debates políticos e que faça parte da luta por influenciar grupos políticos para garantir maior justiça social. Para ele, os pastores tem “o direito de emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas”, escreveu. “Ninguém pode exigir de nos que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas”, declarou.

Sua luta contra a pobreza também fica claro no documento. “Até que não se resolvam radicalmente os problemas dos pobres, não se resolverão os problemas do mundo”, declarou, fazendo um apelo aos políticos. Em seu documento, ele volta a defender os “mais fracos”, os “sem-teto, os dependentes de drogas, os refugiados” e apela a países que promovam uma “abertura generosa” aos imigrantes. Para ele, existem “muitos cúmplices” nesses crimes.

O argentino, porém, não deixa de apelar “humildemente” aos países muçulmanos que garantam a liberdade religiosa para os cristãos, “tendo em conta a liberdade de que gozam os crentes do Islã nos países ocidentais”. “Uma adequada interpretação do Corão se opõe a toda a violência”, defendeu. Bergoglio, porém, insiste na necessidade de fortalecer o diálogo e a aliança entre crentes e não-crentes.

Apesar dos desafios, o papa insiste que os fiéis não devem desistir. “Se eu conseguir ajuda pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida”, concluiu.

Fonte: MSN/ESTADÃO

AUTOSSUFICIENTE, PENSE!

“O SER HUMANO NÃO CAIU POR SER FRACO, MAS POR PRETENDER SER AUTOSSUFICIENTE”.  
(C.S. LEWIS)
A fragilidade humana faz parte do programa declara Lewis, Deus nos creou para termos vida social, viver em comunhão, viver em família, viver em comunidade. A igreja (denominação) é uma ferramenta para aprimorar nossa relação com próximo. A nossa relação depende da nossa compreensão da vida, ninguém sobrevive sozinho, somos carentes um do outro, a dureza, falta de percepção contribui para uma geração egoísta que acredita ser possível andar sozinho. O Evangelho registra que é melhor dois do que um logo caminhar em unidade contribui para o desenvolvimento social. Essa pretensão de achar que ser autossuficiente é se autorrealizar é uma tolice, o Evangelho em nos arranca essa ideia mesquinha e torna o ser social, a Graça limpa o interior para ser preenchido de amor ao próximo. “O amor ao próximo materializa o Reino a partir de cada um”, em tudo pode ser partilhado, compartilhado, doado.
O desapego torna tudo em comum, como na igreja primitiva relatada em Atos.
PENSE!
Tudo em comum materializa Deus,
Tudo em comum materializa compaixão,
Tudo em comum materializa misericórdia.
As características (virtude) do Espírito materializam Deus, compaixão e misericórdia. Em atos Jesus alertou que a missão só teria êxito quando o Espírito da verdade fosse plenamente derramado a humanidade. Todo o fruto do Espírito acorre quando se decide entregar-se ao plano maior. Isso requer renuncia de si mesmo, abrir mão de um ideal de vida para vivenciar o Reino através de si. Tudo em comum é uma consciência que desabrocha ao sermos enxertados na videira (Cristo). Somente uma vida frutífera pode garantir a permanência na videira, frutos dignos de arrependimento é consequência da entrega, da ação dele no ser. O desenvolvimento intelectual só deslumbra a sabedoria, sabedoria plena acontece quando a vivencia espiritual alinhado a maturação dos anos evolui nosso espírito a ouvir Deus.
PENSE!
Tudo colabora para o crescimento,
Tudo colabora para o plano maior,
Tudo colabora para o chamado.
Ser autossuficiente é negar nossa dependência em Deus, o conhecimento torna o ser saudável para crescer a caminho do plano Eterno na missão (IDE), o chamado só pode ser deslumbrado quando se é crescido em graça.
REFLITA!
“A graça transporta o homem da mediocrida à evolução”
A graça leva ao trono, isso acontece quando nos humilhamos a potente mão do Eterno, depositando nossas ansiedades por que ele tem cuidado de cada um. A mediocridade cega endurece o coração, transporta ao material, enquanto a alma se enche de incertezas. A evolução não vem pelo conhecimento, mas sim através da conversão. As atitudes são prova dessa conversão, o dia a dia reflete nosso interior. O conhecimento só é útil depois da conversão, antes é egoísta. 
A inteligência pode até atrapalhar pode impedir com os conceitos formados a partir dessa, de ouvir Deus. A fé é pelo ouvir a verdade (Cristo), e não se entregar a letra, tudo se torna compreendido quando o Evangelho se torna filtro de tudo. A letra mata, mas o Espírito vivo renova. Essa renovação eleva o entendimento à mentalidade do Reino, livra o ser da autossuficiência, livra da escravidão do eu, assim temos uma visão clara do caminho da cruz.
PENSE!
A visão da cruz revela Cristo ressurreto,
A visão da cruz revela Cristo em mim,
A visão da cruz revela Cristo através de nos.
Essa visão mostra o Cristo ressurreto, em mim ele passa a materializar o Reino, e por mim sua obra ganha forma plena a ser benção aos outros. Na visão da cruz a salvação é compreendida, a revelação é clara, pura e simples. Sem a visão não passa de religião, associação evangélica, clube, etc. Todos na minha humilde opinião recebem a revelação do amor de Deus, nem todos iram frequentar uma placa denominacional. Passaram por este plano se ser notados, mas com certeza na eternidade serão lembrados pela dependência no eterno.
PENSE!
Quem depende dele torna o impossível em possível,
Quem depende dele sua é capaz de tirar da fraqueza forças,
Quem depende dele sua fé torna se em luz infravermelha na escuridão.
O Creador pai das luzes usa barro para realizar o incrível apenas adicionando o poder dele mesmo pelo seu Espírito vivo de Cristo. Estar nele é ser provido em tudo sendo fortalecido na fraqueza, justamente neste ponto somos fortes, na adversidade Cristo se revela, no caos eu me rendo você ouve claramente, a renovação vem de dentro para fora. Na escuridão da noite a fé torna bussola em nos a caminho de refrigério, é uma luz infravermelha na escuridão. Cuidados por ele somos providenciados em tudo. Vivendo a cada dia de glória em glória a estatura de varão perfeito, guiados pela palavra viva, o Evangelho da graça, sendo cada vez mais constrangidos a loucura da cruz, ministrando a tempo e fora de tempo, como cartas vivas sendo enviado pela direção do Evangelho, sendo totalmente dependentes dele, por ele, para ele, para glória dele, até o dia do encontro.
PENSE!
A ausência da cruz me deixa autossuficiente,
A ausência da cruz me deixa carnal,
A ausência da cruz me deixa fora do plano original.
Não a ausência sim ao Evangelho cruz,
Não a ausência sim à mensagem do Evangelho,
Não a ausência sim ao plano revelado pelo Evangelho.
Amados (a), sim a cruz, sim ao Evangelho, sim a mensagem, sim ao plano de Deus, sim a vida, sim a felicidade, sim a alegria, a liberdade em Cristo, sim a qualidade de vida através do fruto do Espírito. Nele somos mais que vencedores.
Que Deus nosso pai te liberte de si mesmo, minha oração é que seja de uma vez vencido pela mensagem do Evangelho, Deus abençoe a todos.

Cezar Camargo, Pastor. 

http://prcezarcamargo.blogspot.com.br/2013/07/autossuficiente-pense_1.html?spref=fb

O que aprendi com o Félix!



 
Redenção: Do L. REDEMPTIO, “ato de comprar de volta”, de REDIMERE, “comprar de volta, libertar, resgatar”, formado por RE-, “de novo”, mais EMERE, “pegar, tomar, ganhar, comprar.

Não, não vou falar do beijo gay, o que eu penso sobre, não faz muita diferença em relação a algumas observações que fiz sobre este personagem, Félix.

Félix: LATIM significa FELIZ.

Uma personagem intrigante começa a novela armando contra a irmã, tem um casamento de fachada, não gosta do filho, não gosta de criança, não gosta de idosos, não gosta da sogra, trata a secretaria de cadela, joga a sobrinha em uma caçamba de entulhos, interna a irmã mais nova em um manicômio que ainda utiliza a pratica de choque no tratamento, rouba a própria família, utiliza a sogra como laranja em um negocio sujo, tem uma relação extraconjugal com outro homem, tem apenas três amores; dinheiro, sua mãe e a si mesmo.

Depois de atrapalhar muita gente, fazer mal a muitas pessoas, ele fica pobre, vai vender hot-dog na 25 de Março, perde seu status, seu poder seu amor próprio; seu amante esta preso humilhado pela secretaria, sua homossexualidade revelada para toda a família, desmascarado como autor do desvio da sobrinha enfim conhece todas as mazelas de um pobre mortal.

Mas discorrer aqui sobre o Félix, ficaria gastando muito tempo para explicar a novela, a quem já assistiu e pra quem não assistiu e não sou noveleiro, confesso que nos últimos 2 meses assisti sempre que deu, pois queria ver o desfecho deste personagem.

Sim, houve o beijo gay, não me atrai este tipo de comportamento na TV aberta, quanto a minha filha ela assisti a Discovery Kids, Nick Jr., Disney Jr, TV Ra Tim Bum, Cultura, mas o que aprendi com o Félix?

Vi um homem arrependido, depois de haver passado uma experiência degradante, onde possuía tudo que uma pessoa gostaria de possuir, dinheiro, status, era diretor de um hospital de ponta, carros, mansão, restaurantes luxuosos, em poucas horas, esta dormindo em um hotel barato do centro de São Paulo, andando de ônibus lotado e vestindo shorts de licra, com uma flor berrante na cabeça gritando, “HOT-DOG do Félix”, correndo do rapa, cuidando de um bebe, morando com uma mulher brega, sendo assediado por um mecânico humilde, enfim tudo aquilo que ele temia, aconteceu, repetindo a frase de uma canção do Pr. Michael Santiago, “toda a sua dor lhe deu poder”.

Ele venceu a adversidade, superou seus preconceitos, mudou seus paradigmas, conheceu o amor.

Muitos virão me falar sobre sua homossexualidade, mas porque é tão difícil para o cristão entender que ele foi transformado, apesar de não ter mudado sua opção sexual, não, não vou afirmar que ele se converteu, pois isso publicamente não aconteceu, nem ficou implícito pelo autor que isso aconteceria, mas o fato é que ele conheceu o amor, algo mudou dentro dele e ele de maneira surpreendente mudou, tudo o que ele havia feito de errado vem a tona, forçadamente pela mãe ele precisa se retratar com as pessoas que ele ofendeu e isso transcende.

Ele começa a se afeiçoar com crianças, um inimigo declarado, o ancião dr. Lutero, se inicia um relacionamento com um certo respeito, estilo Félix, mas havia respeito, a brega que ele nunca conversaria, o ajuda, agora de volta a família e rico novamente dividi sua mesada com ela pede perdão a irmã e inicia um longo e doloroso processo de restaurar ou melhor criar um entendimento de amor e respeito com o próprio pai.
O filho, Jonatas, desprezado pelo pai, se transforma em seu melhor amigo e referencia, sua preocupação estende-se até a pequena Mary Jane, filha do desestruturado casal Valdirene e Carlito.

Sua transformação é visível e um exemplo para muito cristão, como assim Léo? Exemplo?

Sim, apesar de gay, assunto tão delicado e de tratamento tão controverso no nosso meio, sua transformação foi exemplar, quantos de nós, após a nossa conversão, seguimos no caminho inverso a Redenção e nos distanciamos de gente querida, Deus me perdoou, no meu intimo já pedi perdão, mas não restitui a quem fraudei, continuei com o coração duro, não levo desaforo pra casa, Félix foi humilhado pelo pai até a ultima cena, mas permaneceu fiel ao seu amor, acho que eu mesmo não teria feito aquilo.

O beijo gay, a tele dramaturgia brasileira precisava disso, se não fosse com ele, seria outro personagem, abrira precedentes? Acho que sim, não me importa, assisti os últimos capítulos, pois queria escrever sobre este desfecho.

Aprendi muito com ele, descobri que posso melhorar em muita coisa, ele continuou sua vida, gay, morando com um parceiro, e daí?

Pecado? Sim, mas todas as outras transformações que ele sofreu não contam?
Carminha era hétero, adultera má, mas sua transformação foi mais bem aceita, porque não a do Félix? Simples ele continuou gay, transformado em um ser humano muito melhor, mas gay e isso não preenche nossos requisitos de aceitação.
Félix é só uma personagem, a novela acabou e em pouquíssimo tempo será esquecido, deixado para trás, outros assuntos se iniciaram por causa de outras novelas, ainda assim o exemplo dele pode ser seguido, apesar de gay, fica o exemplo de um ser humano que buscou melhorar, ser gay é um pecado individual, os danos que ele pode causar é só a si mesmo.

Disse um poeta “É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se você, parar pra pensar, na verdade não há...” (Renato Russo)

Se tratamos uma personagem assim, como trataríamos um gay no nosso meio?
Aprendi que pessoas mudam pra melhor, apesar de não alcançar minhas expectativas, foi assim com o Félix.

Excelente semana para todos.

Voltei!!!