quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Um pouco de Teologia! "Qual é o argumento ontológico para a existência de Deus?"

O argumento ontológico é um argumento baseado não na observação do mundo (como os argumentos cosmológico e teleológico), mas apenas na razão. Especificamente, o argumento ontológico raciocina com base no estudo da existência (ontologia). A primeira e mais popular forma deste argumento remonta a Santo Anselmo no século 11 DC. Ele começa afirmando que o conceito de Deus é "um ser do qual nada maior pode ser concebido." Já que a existência é possível, e existir é maior do que não existir, então Deus deve existir (se Deus não existisse, então um ser maior poderia ser concebido, mas essa ideia derrota a si mesma-- você não pode ter algo maior do que algo do qual nada maior pode ser concebido!). Portanto, Deus tem de existir. Descartes fez a mesma coisa, mas dessa vez raciocinando a ideia de um ser perfeito.

O ateu Bertrand Russell disse que é muito mais fácil dizer que o argumento ontológico não é bom do que dizer exatamente o que ele tem de errado! No entanto, os argumentos ontológicos não são muito populares na maioria dos círculos cristãos nos dias de hoje. Primeiro, eles parecem implorar a questão de saber como é Deus. Segundo, o apelo subjetivo é inferior aos descrentes, já que estes argumentos tendem faltar o apoio objetivo. Terceiro, é difícil afirmar simplesmente que algo deve existir por definição. Sem uma boa sustentação filosófica quanto a por que uma coisa tenha de existir, simplesmente definir alguma coisa à existência não é uma boa filosofia (como afirmar que os unicórnios são cavalos mágicos de um só chifre que existem). Mesmo com esses problemas, vários proeminentes filósofos de hoje continuam trabalhando nesta forma mais incomum do argumento teológico.


Eis aqui o argumento:

Um argumento ontológico é qualquer argumento que defende a existência de Deus através da ideia de que Ele é obrigatoriamente um ser perfeito e, portanto, deve existir. Os critérios para a classificação de argumentos ontológicos não são exatos e amplamente aceitos, mas eles geralmente partem da definição de Deus e chegam à conclusão de que a sua existência é necessária e certa. Esse tipo de argumento é unicamente um raciocínio a priori e faz pouca ou nenhuma referência a posteriori, de cunho empírico.
Acredita-se que o primeiro argumento ontológico foi proposto pelo teólogo Anselmo de Cantuária. Anselmo definiu Deus como sendo a maior coisa que a mente humana pode conceber e defendeu que, se o maior ser possível existe na imaginação, ele também deve existir na realidade. Ele colocou em seu argumento que uma das característica de tal ser, o maior e melhor que se pode imaginar, é a existência. No século XVII, o filósofo René Descartes propôs argumento similar. Descartes publicou diversas variações de seu argumento, cada uma centrada na ideia de que a existência de Deus é imediatamente deduzida de uma ideia "clara e nítida" de um ser supremo e perfeito. No início do século XVIII, o matemático Gottfried Leibniz retoma as ideias de Descartes para tentar provar que uma "supremacia perfeita" é um conceito coerente. Um argumento ontológico recente veio de Kurt Gödel, que propôs um argumento matemático para a existência de Deus. Norman Malcolm trouxe de novo à discussão o argumento ontológico na década de 1960, quando ele pode localizar um segundo forte argumento na obra de Anselmo; Alvin Plantinga desafiou o argumento de Malcolm e propôs uma alternativa baseada na lógica modal. Tentativas para validar a prova de Anselmo também foram feitas utilizando um testador de teoremas automatizado. Outros argumentos têm sido classificados como sendo ontológicos, entre eles, as obras do filósofo islâmico Mulla Sandra.
A primeira crítica ao argumento ontológico veio de um contemporâneo de Anselmo, Gaunilo de Marmoutiers. Ele usou a analogia da ilha perfeita, sugerindo que o argumento ontológico poderia ser usado para provar a existência de qualquer coisa. Essa foi a primeira de muitas paródias a Anselmo, todas elas sendo concluídas em consequências absurdas. Mais tarde, Tomás de Aquino rejeitou o argumento ontológico de Anselmo baseado na ideia de que os humanos não podem entender a natureza de Deus. David Hume ofereceu uma objeção empírica, criticando a falta de fundamentação racional e rejeitando a ideia de que algo precisa forçosamente existir. A crítica de Immanuel Kant foi baseada no que ele definiu como sendo a falsa premissa de que a existência é uma qualidade de algo. Ele propusera que a existência não é uma característica necessária para a perfeição e que uma ideia "supremamente perfeita" pode ser concebida sem que ela de facto exista. Finalmente, filósofos, incluindo C. D. Broad rejeitaram a coerência da máxima grandeza de um ser, propondo que alguns atributos da grandeza são incompatíveis com outros, tornando a expressão "máxima grandeza" incoerente. Muitos filósofos perceberam que o argumento ontológico era falso, mas Gottlob Frege foi o filosofo que explicou por que o argumento de Santo Anselmo a favor da existência de Deus ė falso .
  
Definição
A definição tradicional para argumento ontológico foi dada por Immanuel Kant. Ele contrastou o argumento ontológico (literalmente qualquer argumento "preocupado com o ser") com o cosmológico e argumentos físico-teóricos. De a acordo com a visão de Katian, argumentos ontológicos são todos fundamentados em raciocínio a priori.
Graham Oppy, filósofo australiano, que em outra situação expressou a posição de que ele "não vê razão urgente" para se afastar da definição tradicional, definiu argumentos ontológicos como aqueles que "começam com nada, mas são análises a priori de premissas necessárias" e concluem que Deus existe. Oppy admitiu, porém, que nem todas as "características tradicionais" de argumentos ontológicos (análise, necessidade e uma precedência) são encontrados em todos os argumentos e, no seu trabalho Ontological Arguments and Belief in God, de 2007, sugeriu que a melhor definição empregaria "somente considerações inteiramente internas à visão de mundo teísta".
Oppy subclassificou argumentos ontológicos em: definicional, conceitual (ou hiper-intencional), modal, Meinongian, experimental, mereológico, de ordem superior ou hegeliano baseado na qualidade de suas premissas. Ele definiu essas qualidades como segue: argumentos definicionais invocam definições; conceituais invocam a "possessão de certos tipos de ideias e conceitos"; modais consideram possibilidades; Meinongians defendem a "distinção entre diferentes categorias de existência"; experimentais usam a ideia de que Deus existe sozinho para aquelas pessoas que tiveram experiências dele; e hegelianos foram os utilizados por Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Mais tarde, ele criou outra categoria, dos argumentos mereológicos, que são os argumentos que "se cria ... a teoria de relação parte-todo"

ESTRATAGEMA DE DEUS - A GRAÇA DA GARÇA



A ARTE DE VIVER EM MEIO A LAMA SEM SUJAR AS VESTES ..

Pastor mostra como é facil enganar os fieis!

 

E olhe como é fácil!

ALIENAÇÃO


ALIENAÇÃO:

"Capaz de ameaçar o trabalho e a consciência humana desde seus primórdios, a alienação afeta principalmente o homem do mundo moderno, em que as relações sociais se tornam cada vez mais determinadas por seu aspecto mercantil ou econômico-financeiro.

Alienação é a condição psico-sociológica de perda da identidade individual ou coletiva decorrente de uma situação global de falta de autonomia. Encerra portanto uma dimensão objetiva -- a realidade alienante -- e a uma dimensão subjetiva -- o sentimento do sujeito privado de algo que lhe é próprio.

O conceito de alienação é comum a vários domínios do saber. Em psicologia e psiquiatria, fala-se de alienação para designar o estado mental da pessoa cuja ligação com o mundo circundante está enfraquecida. Em antropologia, a alienação é o estado de um povo forçado a abandonar seus valores culturais para assumir os do colonizador. Em sociologia e comunicação, discute-se a alienação que a publicidade e os meios de comunicação suscitam, dirigindo a vontade das massas, criando necessidades de consumo artificiais e desviando o interesse das pessoas para atividades passivas e não participativas.

Em filosofia política, fala-se de alienação para designar a condição do trabalhador que, à semelhança de uma peça de engrenagem, integra a estrutura de uma unidade de produção sem ter nenhum poder de decisão sobre sua própria atividade nem direitos sobre o que produz. Transcendendo o âmbito da produção, a alienação se estende às decisões políticas sobre o destino da sociedade, das quais as grandes massas permanecem alijadas, e mesmo ao âmbito das vontades individuais, orientadas pela publicidade e pelos meios de comunicação de massas."
Fonte: http://www.estudantedefilosofia.com.br/conceitos/alienacao.php



Fico aqui pensando como estamos nos comportando como Igreja, veja bem, não quero julgar e condenar ninguém, mas é muito complexo a relação FIEL x MÍDIA GOSPEL.

Há algumas semanas atrás, foi realizado em minha cidade mais uma Marcha para Jesus, até ai tudo bem, mas me pergunto, não há muito tempo mas somente há uns três anos, qual é o REAL objetivo dessa MARCHA?

Disse um jornal local que 40 mil pessoas se deslocaram para a Marcha, para fazerem o que?

Os mais alienados me dirão, Louvar o nome do Senhor! Mas para isso eu não preciso gastar a quantia que é gasta, parar boa parte das igrejas evangélicas, travar o centro da cidade... louvo ao Senhor aqui em casa, na congregação dos santos, na praça, ou seja onde eu estiver estarei louvando ao Senhor.

Já fiz alguns eventos gospeis e sei que o valor gasto para realizar uma Marcha sobrepõe a quantia de R$100.000,00, só um dos cantores que veio cobra cerca de R$ 40.000,00 pra cantar, bom sei lá... sei que com 40 mil pessoas faríamos muito mais com IGREJA aos necessitados da cidade, mostraríamos nossa CIVILIDADE e nosso CRISTIANISMO, fazendo um grande movimento social em prol aos carentes atingindo grande parte cidade com mão de obra para realizarmos o IDE, (pelo menos uma vez ao ano).

Não estaríamos batendo palma pra louco (casal Hernandez), presos e condenados pela justiça norte americana e investigados pela justiça brasileira, inclusive responsáveis pela queda do telhado do templo deles e morte de 9 pessoas.

Sei lá talvez eu esteja amargo demais pra esse povo, talvez esteja certo, mas sei que hoje tenho algumas restrições em participar de forma ativa nessa manifestação no centro de minha cidade, faço parte de uma comissão de pastores que estão promovendo uma manifestação parecida na região que moramos, mas os propositos se mostram bem diferentes daqueles que estão na frente da organização da Marcha em nossa cidade, no dia 30/11 estarei lá com meus irmãos pastores e nossas igrejas para apresentar uma proposta diferente, sei lá espero estar errado em relação a tudo isso, vou esperar, enquanto isso  rendendo-me com a mente cativa em Cristo.

Sei-la...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vida relevante! Vida insignificante!



A diferença não esta no que você faz esta no que você NÃO faz!
Relevante | adj. 2 g. | s. m.
re·le·van·te
Adjetivo de dois gêneros
1. Que releva.
2. Que sobressai.
3. Importante.
Substantivo masculino
4. [Pouco usado] O necessário, o indispensável.

"relevante", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/relevante.

Insignificante | adj. 2 g.
in·sig·ni·fi·can·te
(in- + significante)
Adjetivo de dois gêneros
1. De muito pouco ou de nenhum valor.
2. Sem importância.

"insignificante", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/insignificante.

“Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.”

Estamos vivendo em um mundo de pressa, onde ninguém mais enxerga ninguém, costumo chamar esta geração de geração micro-ondas, onde tudo é instantâneo, rápido e imediato.

Relacionamentos imediatos, amizades sem contato, sem olho no olho, onde resumimos nossa vida na internet, no virtual, onde o real muitas vezes é deixado de lado, isso não é de todo ruim, as redes sociais nos aproximam de gente que na realidade, talvez nunca tivéssemos chances de conhecer, mas só isso, pois este contato nos afasta do convívio com o amigo, da nostalgia com a imagem da namorada, na foto surrada na carteira, na expectativa da revelação de uma foto; nossa não tenho 40 anos e me sinto um museu.

Bom, mais não é sobre isso que gostaria de falar, mais peguei um gancho sobre este imediatismo que vivemos e da coisificação das pessoas.

Temos feito tantas coisas, vivemos intensamente esse frenesi, que é o século XXI, mas será que tudo que fazemos tem alguma relevância?

Hoje todos se preocupam em salvar as baleias, não vamos sujar as ruas, todos são tolerantes com as minorias, com as diferenças, alias este é o assunto da moda, todos são certinhos, cheios de virtudes entre os cristãos há um habito de “te amo em Cristo”, não há julgamentos, afinal “quem sou pra te julgar”, tudo é perdoado, mas porque será que o mundo parece pior?

Quero deixar bem claro que não sou contra nenhum tipo de ativismo, afinal alguém tem que lutar por estas coisas, mas me assusta, algumas expressões como: “prefiro bicho do que gente”, me amedronta ver o quanto gastamos com um “pet” (o politicamente correto também é americanizar nossas expressões idiomáticas), com roupinhas, rações especiais, brinquedos adaptados.

Pessoas deixam suas famílias para atravessar o planeta para enfrentar as policias internacionais para protestar contra a poluição dos oceanos, contra a pesca predatória as baleias, nos mares japoneses, mas porque será que o mundo parece pior?

Simples, nada do que fazemos realmente é relevante, nossa retórica muito bonita, nossas palavras em relação ao mundo têm cada vez mais conteúdo, porem nossas ações são vazias, estamos amando as coisas e coisificando as pessoas!

Utilizando como parâmetro o texto bíblico de Mateus, a parte anterior ao verso que usei ao iniciar o texto:
“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?” Mateus 25:31-44

Tudo é muito certinho, nossas preocupações vão dos assuntos mais complexos aos mais simplórios, mas porque o mundo parece pior?

Simples, digo novamente, esquecemos do ser humano, você pode me dizer: “que isso eu sou o maior defensor dos excluídos”, pode ate ser, pois você defende o bandido, por ser um excluído, um esquecido socialmente, mas não defende a punição corretiva que o retiraria do crime, você defende a valorização do professor, mas quando ele tenta corrigir seu filho, você como um insano defende sua cria bradando: “mexeu com meu filho, mexeu comigo”, você gasta uma FORTUNA com seu pet, mas não gasta um centavo com um garoto que mora perto da sua casa e precisa de um tênis pra ir à escola,

Fazemos tantas coisas, trabalhamos feito maquinas, estudamos feitos computadores, descansamos como robôs, para vivermos uma vida insignificante do TER.

Mas sou cristão ajudo na igreja, dou meu dizimo, contribuo rigorosamente com minhas ofertas, grande coisa, quer ver sua igreja aberta? Contribua sua igreja não é auto-sustentável, ela depende da sua contribuição para permanecer aberta, mas isso é suficientemente relevante?

SER em detrimento de TER, é relevante, ser na vida de alguém é imprescindível, pois hoje temos e amanhã poderemos não ter, mas nunca deixaremos de SER, ser relevante na sociedade e se mobilizar por todos os assuntos que abordei aqui sim, mas mais que isso é dar extrema importância ao ser humano, olhar pro lado, sem fechar o vidro do seu carro zero é relevante, não menosprezando sua segurança, não é disso que estou falando, estou falando que ser na vida de alguém, pode se refletir em diversas ações, das mais simplórias as mais complexas, ao cuidar do meio ambiente você esta preocupado com o futuro do planeta da minha filha, mas se não se preocupar com estas crianças, quem vai ocupar este planeta?

Se preocupar com a preservação dos animais é vital para o equilíbrio do sistema, mas não prepararmos esta nova geração a se preocupar e apreciar as belezas da natureza do que adianta tudo isso?

Sou um apaixonado pelo ser humano, pela vida e por tudo que podemos fazer pela humanidade, vamos amar mais a humanidade, investir mais nas pessoas, nos aproximar dos humanos.

Valorizar coisa simples, como um bom dia, um ola, um tudo bem, correr um pouco menos, viver um pouco mais, ser menos politicamente correto e rir um pouco das nossas diferenças, assim como faziam os eternos, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, os Trapalhões.

Larguemos um pouco a internet e vamos nos encontrar na praça pra vermos as nossas crianças jogar bola e correr, aproveitar a tarde com quem amamos e jogar conversa fora com nossos velhos e aprendermos um pouco com a experiência de muitos anos.

Talvez assim daremos um pouco mais de relevância nas nossas vidas, eu por outro lado, já comecei a fazer isso.

domingo, 13 de outubro de 2013

Quem é o terrorista da imagem?

Boa noite!
Estava no sábado (já ha algum tempo atras) à tarde dando uma olhada na minha linha do tempo, quando me deparo com uma postagem do meu amigo bp. Hermes, de uma foto onde nosso senhor Jesus estava lavando os pés de alguns estadistas, dentre eles o famigerado Osama Bin Laden, extremista muçulmano, saudita, família nobre, milionário e herói de guerra.
Sim herói, responsável pela insurgência afegã, na ultrajante invasão russa no Afeganistão no inicio dos anos 80 do século passado.

Treinado pela CIA (Inteligência norte americana), recheado de petro-dólares, pode com seu dinheiro e influencia armar, treinar, capacitar e doutrinar os jovens estudantes ou Talibãs, como agora os conhecemos.

Mas não tenho aqui a pretensão de falar sobre Osama, afinal ele já foi julgado e sentenciado pelas tropas especiais SEALS e recebeu sua sentença, ele esta morto.
Na real minha humilde pretensão é lançar uma breve reflexão de coisas que eu vi nestes 300 e tantos comentários que foram gerados por esta imagem, de algumas coisas que nos são tão costumeiras que não paramos para pensar.

Olhe nesta imagem, quem é o TERRORISTA?

Forte isso não, afinal são 12 criancinhas, também fazendo uma analogia aos doze tão discutidos e de forma alguma quero teologizar, visto que meus conhecimentos ficariam pequenos dentre tão ilustres pensadores que abrilhantaram e me enriqueceram de conhecimento, nem sempre pendendo pra lado algum, ora pendendo pra direita outrora pra esquerda e me enriquecendo, mas o debate aqui foge do assunto La em questão e aborda outra temática, vi um irmão que não vou lembrar seu nome agora dizendo que Osama era um vil (não com esta expressão) e nada queria com Cristo e afirmo, na minha concepção este irmão esta coberto de razão, mas olhando por outra perspectiva e nos desfazendo da nossa ocidentalidade, (existe esta expressão? Kkkk) quando me lembro do 11/09 estava em uma padaria quando vi o fato, não me deixa de causar náuseas vendo toda aquela destruição e nós aqui impotentes vendo os americanos saltando pra morte, pra não morrer de forma pior e os aviões explodindo, não me canso de pensar em quem são os terroristas. Mas quantas vezes não são vistos como terroristas os mesmos americanos que tentavam salvar o capitalismo sul-vietnamita, muito fácil ver os soviéticos como terroristas ao invadir o Afeganistão, mas difícil de pensar dos libertadores americanos invadindo o Iraque, sendo vistos como invasores e terroristas afinal, terrorista são aqueles que espalham o terror, sem definições militarizadas, que bem poderia colocar por dominar o assunto, mas como simples tradução da expressão.

Difícil muitas vezes de olharmos pros nossos umbigos, como brasileiros e sabermos que todos os nossos vizinhos, sul americanos, pensam quase assim da gente e definitivamente TODO paraguaio nacionalista pensa assim de brasileiros, afinal naquela fatídica guerra espalhamos o terror e dizimamos boa parte dos homens adultos daquele, então, grande país.

Mas então aonde você quer chegar, pode estar me perguntando, bom serei agora um pouco mais claro, como cristão, ao julgar tenho que ter meu julgamento embasado em convicções cristãs, sendo elas Bíblicas e de acordo com a tradição, ao falar de um terrorista, TENHO a obrigação de entender que ele só revidou, de forma escusa, um ataque sofrido por um mais forte, que quando pregamos que nossas intenções são melhores que as dos muçulmanos, nos fazemos de vitimas e incompreendidos, quando um católico praticante nos chama de herege, quando desmerecemos a ideologia de alguém, estamos abrindo brechas pra que as nossas também estejam sendo questionadas, minha Verdade é embasada em Cristo, mas a Jihad em Mohamed e disso os islâmicos não abrem mão, afinal Mohamed é o profeta de Ala.
Hoje são eles os terroristas, mas quando os MOUROS de Salazar foram atacados e invadidos pelos Cruzados de Roma, os terroristas eram os cristãos que levavam a morte, destruição e tortura, em nome de Jesus, para nossa vergonha, mas dirão os mais ferrenhos eram católicos, sim, mas os católicos não são cristãos?

E o que dizer do “evangelismo indígena” de algumas agencias missionárias protestantes?

Manos e manas o julgamento cabe a Deus, não nos cabe sentenciar a outros povos sem entendermos o PROPOSITO do Pai, para que estas vidas vivam e pensem assim.

Quero que deem uma olhada novamente nesta foto e me digam:

Quem é o terrorista da foto?

A cada manhã seu juízo sua Graça!

Cada manhã traz o seu juízo. (Sofonias 3:5) 

A cada manhã ministra sua justiça a partir da graça, seu favor, seu cuidado, sua misericórdia, sua paz, sua providencia, seu grande e eterno Amor. 

A justiça é ministrada ao mundo por cada portador de sua graça. Ministrar justiça é viver na pratica os valores de Deus. A justiça é estabelecida quando absorvemos a semelhança e imagem de Deus. A justiça e exercida a todos no tempo da colheita pela graça.

O evangelho capacita, transforma criatura em filho, abre os olhos da consciência a partir do Evangelho da graça. O Amor exemplificado através de nós transforma, pode mudar o mundo a nossa volta. Ser imagem e semelhança é reproduzir as verdades, andar e falar segundo Deus por intermédio da graça.

A consciência Crística habilita o barro vivente a possuir justiça, ela não valoriza valores humanos, ela deriva do Evangelho da cruz. Todos os dias beneficiados pela cruz somos justificados, alinhados pelo Espírito dado a nós como penhor até a gloriosa volta.

A cada manhã somos incumbidos pelo Espírito do verbo a ministrar paz, justiça, amor, bondade, exemplificando diariamente pelas ferramentas disponíveis. 

Seja qual o veiculo de comunicação escrita ou falada à semente de justiça e plantada e ao seu tempo frutifica. Ao frutificar os valores da vida é ministrado a todos cumprindo assim o IDE.


Que o Eterno a cada manhã ministre em toda sua misericórdia em justiça, renovando seus planos, guardando a todos. Que sejamos conduzidos pelo caminho posto pela revelação a partir do Evangelho, sondando os pensamento abençoando segundo sua bondade e favor. Gratificados pelo seu Amor, crescendo de glória em glória e novidade e novidade de vida. 

Que está novidade cresça dia a dia, que a glória de estar em sua presença seja o desejo de cada ser vivificado nele pela graça incompreensível. Que nosso lábio possa destilar as incontáveis bênçãos conquistadas nas regiões espirituais. Que nossos pés possam levar a boa semente do Reino. Centrados nele, para glória dele através do corpo de Cristo, nós templos do Espírito Santo.

Deus vós abençoe nele, o autor da nossa fé.

Cezar Camargo

Cezar Camargo, casado com Elisabeth Camargo, Pensador, Ativista, conferencista, formado em teologia no IBADEP - Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Estado do Paraná - Ensino e Pesquisa e pelo ITQ - Instituto Teológico Quadrangular. Enfim um pecador salvo pela graça um sonhador incurável e indesistível. Sou um Eterno dependente da graça do Pai.
Hoje além de Pastor auxiliar na IEQ Campinas, atua como líder de louvor, é Coordenador de Cidadania e Ação Política Quadrangular na Região 1-547(Cps), integrante da Coordenadoria Nacional do MINACQ, Coordenador Social do Centro de Reabilitação Caren Cristo; ministra semanalmente na cidade de Campinas e região metropolitana/Sp